Pular para o conteúdo principal

Romanceiro da Inconfidência

...Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda...
In Romanceiro da Inconfidência de Cecília Meireles

Romanceiro da Inconfidência é uma coletânea de poemas de Cecília Meireles (1901-1964), publicada em 1953, que conta a História de Minas dos inícios da colonização no século XVII até a Inconfidência Mineira (revolta separatista ocorrida em fins do século XVIII na então Capitania de Minas Gerais).

Cecília aborda a escravidão na região central do planalto em episódios da exploração do ouro e dos diamantes no século XVIII. O centro da coletânea é dedicado ao destino dos heróis da chamada "Inconfidência Mineira" - Joaquim José da Silva Xavier, Tomás Antônio Gonzaga, sua noiva Marília de Dirceu bem como de outras figuras históricas como D. Maria I.

A obra assume o lado dos derrotados (transformados depois em heróis da Independência do Brasil) denunciando o sistema colonial que favorece a exploração dos desvalidos.

Capa do Livro Romanceiro da Inconfidência
(editora Global).

Referencias

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se Eu Fosse Eu (Clarice Lispector)

A Crônica “ Se Eu Fosse Eu ” de Clarice Lispector foi publicada em 30 de novembro de 1968 pelo Jornal do Brasil. Esta e outras cronicas podem ser encontradas no livro A descoberta do Mundo , que reúne as crônicas que ela escreveu para o Jornal do Brasil no período de 1967 a 1973. SE EU FOSSE EU “Quando não sei onde guardei um papel importante e a procura se revela inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase “se eu fosse eu”, que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar. Diria melhor, sentir. E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente locomovida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente passavam a ser elas mesmas, e mudavam inteiramente de vida. Acho que se e

Erro de português (Oswald de Andrade)

O Descobrimento do Brasil por Cândido Portinari Erro de português Quando o português chegou Debaixo duma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português — Oswald de Andrade

MAR PORTUGUÊS (Fernando Pessoa)

Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu. Pintura a óleo de Carlos Alberto Santos Poema extraído de Mensagem de Fernando Pessoa. Disponível para download em Domínio Público . Leia outros poemas de Fernando Pessoa Todas as Cartas de Amor são Ridículas Agora que sinto amor Sou um guardador de rebanhos Liberdade