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Mostrando postagens de 2018

Lygia Fagundes Telles - o desafio continua

Lygia Fagundes Telles morreu no domingo em sua casa em São Paulo, aos 98 anos. Lygia foi a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 1985, tornou-se imortal da Academia Brasileira de Letras e, em 2005, recebeu, pelo conjunto de suas obras, a consagração máxima para um autor da Língua Portuguesa, o Prêmio Camões. Eu sou uma jogadora. Meu pai era um jogador. Ele jogava com as fichas, eu jogo com as palavras. Eu acho que nós temos de arriscar, o tempo todo, até a morte. Então, arrisco e acho válido. É uma forma de transpor o círculo de giz, a fronteira. Isto, para o escritor, é sempre uma esperança. — Lygia Fagundes Telles [1] Lygia Fagundes Telles em capa da Revista "Cadernos de Literatura Brasileira" Manifesto dos Intelectuais - 1977 Durante a ditadura militar, Lygia Fagundes Telles, junto a outros colegas, liderou a elaboração de um abaixo-assinado de mais de mil signatários contra a censura. Trata

TIRANIAS

antigamente diziam: cuidado, as paredes têm ouvidos então falávamos baixo nos policiávamos hoje as coisas mudaram os ouvidos têm paredes de nada adianta gritar (Ruy Proença) Poema extraído do livro Visão do térreo de Ruy Proença. São Paulo: Editora 34, 2007.

Maria Julieta Drummond de Andrade

As Mulheres na vida dos grandes escritores Ainda necessitando ser descoberta pelos leitores brasileiros, Maria Julieta Drummond de Andrade era escritora e filha do poeta Carlos Drummond de Andrade. Ela nasceu em Belo Horizonte, em 1928, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1987, morou em diversos países, teve uma atuação profissional na diplomacia e no ensino, que possibilitou a divulgação da cultura brasileira mundo a fora. Segundo seu filho, várias vezes, seu avô Carlos Drummond disse: A obra da Maria Julieta é mais importante que a minha. . Justamente por ela ajudar a divulgar o Brasil globalmente. Além disso, ao sair de Buenos Aires (depois de décadas exilada naquele país), Maria Julieta escreveu a seguinte citação latina: Fiz o que pude, façam melhor os que puderem . Ela era uma mulher corajosa, de frases fortes e de atuação destemida em vários campos. A Busca (Maria Julieta ) Carlos Drummond se correspondia regularmente com a filha. Uma vez ela perguntou ao s

Maria Carolina e Machado de Assis

As Mulheres na vida dos grandes escritores Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) talvez seja o mais reconhecido e renomado dos escritores brasileiros. Ele era afro-descendente dentro de uma sociedade racista e elitista, mas conseguiu se sobressair com seu talento extraordinário. E também com o apoio de muitas outras pessoas ao longo de toda sua vida. 1 Entre elas, destaca-se a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais , sua companheira e esposa por toda vida. Dizem que quando eles se conheceram, foi amor à primeira vista (Quem sabe?). Carolina era uns cinco anos mais velha do que Machado e deveria ter uns 32 na época do noivado. 2 Os irmãos de Carolina, Miguel e Adelaíde não concordaram que ela se envolvesse com um “mulato”. Mesmo assim, o casamento aconteceu em 12 de novembro de 1869. Carolina Augusta em 1890. Numa das cartas endereçadas a sua amada, Machado de Assis diz: Tu pertences ao pequeno número d

Os Perigos da História Única

A história única cria estereótipos. E o problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas sim que são incompletos. Eles fazem de uma história a única história. — Chimamanda Ngozi Adichie Chimamanda Ngozi Adichie é uma proeminente escritora nigeriana. Seu primeiro romance Hibisco Roxo recebeu o Prêmio Commonwealth Writers como Melhor Primeiro Livro (2005). O seu segundo romance Meio Sol Amarelo , foi vencedor do Orange Prize para ficções (2007) . Além de escritora, Adichie também é reconhecida por sua militância envolvendo questões raciais e de gênero. Em 2009, ela deu uma palestra ao TED falando como ela encontrou sua autentica voz cultural e nos adverte sobre os perigos de uma única história sobre outra pessoa ou país. Assista a seguir: Relembre aqui postagens antigas sobre a escritora: Hibisco Roxo literatura-brasileira.com/2017/08/hibisco-roxo.html Sejamos Todos Feministas 500livros.blogspot.de/2015/04/sejamos-todos-feministas-