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Mostrando postagens de Novembro, 2017

Lygia Fagundes Telles - o desafio continua

Lygia Fagundes Telles morreu no domingo em sua casa em São Paulo, aos 98 anos. Lygia foi a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 1985, tornou-se imortal da Academia Brasileira de Letras e, em 2005, recebeu, pelo conjunto de suas obras, a consagração máxima para um autor da Língua Portuguesa, o Prêmio Camões. Eu sou uma jogadora. Meu pai era um jogador. Ele jogava com as fichas, eu jogo com as palavras. Eu acho que nós temos de arriscar, o tempo todo, até a morte. Então, arrisco e acho válido. É uma forma de transpor o círculo de giz, a fronteira. Isto, para o escritor, é sempre uma esperança. — Lygia Fagundes Telles [1] Lygia Fagundes Telles em capa da Revista "Cadernos de Literatura Brasileira" Manifesto dos Intelectuais - 1977 Durante a ditadura militar, Lygia Fagundes Telles, junto a outros colegas, liderou a elaboração de um abaixo-assinado de mais de mil signatários contra a censura. Trata

O LADO ERÓTICO DA PRODUÇÃO DE HILDA HILST

Hilda Hilst foi uma poetisa, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. A artista nasceu em Jaú, interior de São Paulo, em 1930, e faleceu em Campinas, aos 74 anos. Hilda é considerada, pela crítica especializada, a melhor escritora em língua portuguesa do século XX. Nos últimos anos de sua vida, Hilda passou por dificuldade financeira. O compositor Zeca Baleiro musicou alguns de seus trabalhos e convenceu diversos artistas a gravarem em solidariedade à Hilda. Disso resultou o trabalho Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé (relembre aqui ). O blog Literatura Brasileira também já publicou os belíssimos poemas de Hilda: Que este amor não me cegue e não me siga (relembre aqui ) e Aflição de ser eu e não ser outra (relembre aqui ). Hilda Hilst também deixou trabalhos que chocaram o públ