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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

Poemas Escolhidos (Mia Couto)

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Mia Couto — António Emílio Leite Couto — é um biólogo, jornalista e escritor de Moçambique, membro correspondente da Academia Brasileira de Letras . Ele destaca-se tanto na prosa como na poesia e já coleciona uma série de prêmios literários, entre eles o Prêmio Camões de 2013 e o Neustadt International Prize de 2014. Um dos juris do Prêmio Camões (Lusa J. C. Vasconcelos) justificou a escolha de Mia Couto da seguinte forma: Ao longo de 30 anos de publicação, ele construiu uma vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e profunda humanidade, o que tem sabido renovar na sua produção — Lusa J. C. Vasconcelos O seu primeiro romance Terra sonâmbula (2007) foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri especial criado pela Feira do Livro do Zimbábue. Este já foi adicionado à minha Meta de Leituras. Mia Couto ao lado de nomes como Chimamanda Adichie e Ondjaki fazem parte de uma nova geração de escritores africanos com a

Um Girassol da Cor de Seu Cabelo (Lô Borges)

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Vento solar e estrelas do mar A terra azul da cor de seu vestido Vento solar e estrelas do mar Você ainda quer morar comigo Se eu cantar não chore não É só poesia Eu só preciso ter você Por mais um dia Ainda gosto de dançar Bom dia Como vai você? Sol, girassol, verde vento solar Você ainda quer morar comigo Vento solar e estrelas do mar Um girassol da cor de seu cabelo Se eu morrer não chore não É só a lua É seu vestido cor de maravilha nua Ainda moro nesta mesma rua Como vai você? Você vem? Ou será que é tarde demais? Se eu cantar não chore não É só poesia Eu só preciso ter você Por mais um dia Ainda gosto de dançar Bom dia Como vai você? Você vem? Será que é tarde demais? O meu pensamento Tem a cor de seu vestido Ou um girassol que Tem a cor de seu cabelo? Ouça também ... ♪ ♫ ♩ ♫ ♬ ♪ ♫ De Mais Ninguém Jõao e Maria ​ ​​ ​Suíte do pescador ​ Eu que não amo você

Amor é um fogo que arde sem se ver

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Amor é um fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor? — Luís Vaz de Camões Poema retirado de SONETOS de Luís Vaz de Camões. Obra disponível para download no Portal Domínio Público. Portal Domínio Publico. www.dominiopublico.gov.br Capa do Livro Sonetos da editora Martin Claret (2013).

O pobre poema (Mario Quintana)

Eu escrevi um poema horrível! É claro que ele queria dizer alguma coisa... Mas o quê? Estaria engasgado? Nas suas meias-palavras havia no entanto uma ternura mansa como a que se vê nos olhos de uma criança doente, uma precoce, incompreensível gravidade de quem, sem ler os jornais, soubesse dos seqüestros dos que morrem sem culpa dos que se desviam porque todos os caminhos estão [tomados... Poema, menininho condenado, bem se via que ele não era deste mundo nem para este mundo... Tomado, então, de um ódio insensato, esse ódio que enlouquece os homens ante a [insuportável verdade, dilacerei-o em mil pedaços. E respirei... Também! quem mandou ter ele nascido no mundo [errado? Poema extraído do livro Baú de espantos  de Mário Quintana . Outros poemas de Mário Quintana ... Bilhete O Poeta O descobridor O silêncio

Dialética (Vinicius de Moraes)

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É claro que a vida é boa E a alegria, a única indizível emoção É claro que te acho linda Em ti bendigo o amor das coisas simples É claro que te amo E tenho tudo para ser feliz Mas acontece que eu sou triste... Vinicius de Moraes Veja também outros poemas de Vinicius de Moraes ...  A hora íntima  Soneto da Fidelidade  Aquarela Soneto da Hora Final