Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Dezembro, 2016

Lygia Fagundes Telles - o desafio continua

Lygia Fagundes Telles morreu no domingo em sua casa em São Paulo, aos 98 anos. Lygia foi a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 1985, tornou-se imortal da Academia Brasileira de Letras e, em 2005, recebeu, pelo conjunto de suas obras, a consagração máxima para um autor da Língua Portuguesa, o Prêmio Camões. Eu sou uma jogadora. Meu pai era um jogador. Ele jogava com as fichas, eu jogo com as palavras. Eu acho que nós temos de arriscar, o tempo todo, até a morte. Então, arrisco e acho válido. É uma forma de transpor o círculo de giz, a fronteira. Isto, para o escritor, é sempre uma esperança. — Lygia Fagundes Telles [1] Lygia Fagundes Telles em capa da Revista "Cadernos de Literatura Brasileira" Manifesto dos Intelectuais - 1977 Durante a ditadura militar, Lygia Fagundes Telles, junto a outros colegas, liderou a elaboração de um abaixo-assinado de mais de mil signatários contra a censura. Trata

HAI KAI (Paulo Leminski)

Paulo Leminski por Fraga hai Eis que nasce completo e, ao morrer, morre germe, o desejo, analfabeto, de saber como reger-me, ah, saber como me ajeito para que eu seja quem fui, eis o que nasce perfeito e, ao crescer, diminui. kai Mínimo templo para um deus pequeno, aqui vos guarda, em vez da dor que peno, meu extremo anjo de vanguarda. De que máscara se gaba sua lástima, de que vaga se vangloria sua história, saiba quem saiba. A mim me basta a sombra que se deixa, o corpo que se afasta. Poema extraído do livro "Distraídos Venceremos" do poeta curitibano Paulo Leminski (1944-1989). Outros poemas de Leminski .. Quem sou eu pra falar com deus? Mal rabisco ... HAI KAI Bem no Fundo Releituras - Leminski

Pensamentos que reúnem um tema (Adalgisa Nery)

Adalgisa Nery Estou pensando nos que possuem a paz de não pensar, Na tranqüilidade dos que esqueceram a memória E nos que fortaleceram o espírito com um motivo de odiar. Estou pensando nos que vivem a vida Na previsão do impossível E nos que esperam o céu Quando suas almas habitam exiladas o vale intransponível. Estou pensando nos pintores que já realizaram para as multidões E nos poetas que correm indefinidamente Em busca da lucidez dos que possam atingir A festa dos sentidos nas simples emoções. Estou pensando num olhar profundo Que me revelou uma doce e estranha presença, Estou pensando no pensamento das pedras das estradas sem fim Pela qual pés de todas as raças, com todas as dores e alegrias Não sentiram o seu mistério impenetrável, Meu pensamento está nos corpos apodrecidos durante as batalhas Sem a companhia de um silêncio e de uma oração, Nas crianças abandonadas e cegas para a alegria de brincar, Nas mulheres que correm mundo Distribuindo o sexo des