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Mostrando postagens de Setembro, 2015

Lygia Fagundes Telles - o desafio continua

Lygia Fagundes Telles morreu no domingo em sua casa em São Paulo, aos 98 anos. Lygia foi a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 1985, tornou-se imortal da Academia Brasileira de Letras e, em 2005, recebeu, pelo conjunto de suas obras, a consagração máxima para um autor da Língua Portuguesa, o Prêmio Camões. Eu sou uma jogadora. Meu pai era um jogador. Ele jogava com as fichas, eu jogo com as palavras. Eu acho que nós temos de arriscar, o tempo todo, até a morte. Então, arrisco e acho válido. É uma forma de transpor o círculo de giz, a fronteira. Isto, para o escritor, é sempre uma esperança. — Lygia Fagundes Telles [1] Lygia Fagundes Telles em capa da Revista "Cadernos de Literatura Brasileira" Manifesto dos Intelectuais - 1977 Durante a ditadura militar, Lygia Fagundes Telles, junto a outros colegas, liderou a elaboração de um abaixo-assinado de mais de mil signatários contra a censura. Trata

O Nosso Livro (Florbela Espanca)

Livro do meu amor, do teu amor, Livro do nosso amor, do nosso peito... Abre-lhe as folhas devagar, com jeito, Como se fossem pétalas de flor. Olha que eu outro já não sei compor Mais santamente triste, mais perfeito Não esfolhes os lírios com que é feito Que outros não tenho em meu jardim de dor! Livro de mais ninguém! Só meu! Só teu! Num sorriso tu dizes e digo eu: Versos só nossos mas que lindos sois! Ah, meu Amor! Mas quanta, quanta gente Dirá, fechando o livro docemente: "Versos só nossos, só de nós os dois!..." Florbela Espanca (1894 — 1930) foi uma grande poetisa portuguesa. Ao longo de seus breves 36 anos de vida, escreveu poesia, contos, um diário e epístolas; traduziu vários romances e colaborou em revistas e jornais. Poetisa portuguesa Florbela Espanca por Botelho . Leia outros poemas de Florbela Espanca ... Fanatismo Livros de Florbela Espanca

Suave Mari Magno (Machado de Assis)

Baleia in Nelson Pereira dos Santos’ Vidas Secas (1963). Lembra-me que, em certo dia, Na rua, ao sol de verão, Envenenado morria Um pobre cão. Arfava, espumava e ria, De um riso espúrio e bufão, Ventre e pernas sacudia Na convulsão. Nenhum, nenhum curioso Passava, sem se deter, Silencioso, Junto ao cão que ia morrer, Como se lhe desse gozo Ver padecer. Poema extraído de Ocidentais de Machado de Assis, obra disponível para download em Domínio Público(Ocidentais) . Veja também outros poemas de Machado de Assis ... Soneto Vai-te A Carolina ERRO