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Mostrando postagens de Julho, 2015

Lygia Fagundes Telles - o desafio continua

Lygia Fagundes Telles morreu no domingo em sua casa em São Paulo, aos 98 anos. Lygia foi a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 1985, tornou-se imortal da Academia Brasileira de Letras e, em 2005, recebeu, pelo conjunto de suas obras, a consagração máxima para um autor da Língua Portuguesa, o Prêmio Camões. Eu sou uma jogadora. Meu pai era um jogador. Ele jogava com as fichas, eu jogo com as palavras. Eu acho que nós temos de arriscar, o tempo todo, até a morte. Então, arrisco e acho válido. É uma forma de transpor o círculo de giz, a fronteira. Isto, para o escritor, é sempre uma esperança. — Lygia Fagundes Telles [1] Lygia Fagundes Telles em capa da Revista "Cadernos de Literatura Brasileira" Manifesto dos Intelectuais - 1977 Durante a ditadura militar, Lygia Fagundes Telles, junto a outros colegas, liderou a elaboração de um abaixo-assinado de mais de mil signatários contra a censura. Trata

Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz Rachel de Queiroz (1910 — 2003) foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras em 1977 e também a primeira mulher a receber o Prêmio Camões em 1993. Destacou-se na ficção social nordestina e uma de suas principais temáticas foi a posição da mulher na sociedade. Aos vinte anos, publica o seu primeiro livro O Quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. O Quinze chamou a atenção da crítica e do público projetando Rachel de Queiroz na literatura nacional. Graciliano Ramos, após ler O quinze em 1933, confessou mais tarde: “Durante muito tempo ficou-me a ideia idiota de que ela era homem, tão forte estava em mim o preconceito que excluía as mulheres da literatura.”  Vinculada brevemente ao Partido Comunista, Rachel rompeu sua filiação quando a direção do Partido não aprovou os originais de seu segundo livro, João Miguel. Eles exigiam que ela reescrevesse a história com alterações do tipo &q

Esquadros (Adriana Calcanhoto)

Eu ando pelo mundo Prestando atenção em cores Que eu não sei o nome Cores de Almodóvar Cores de Frida Kahlo Cores! Passeio pelo escuro Eu presto muita atenção No que meu irmão ouve E como uma segunda pele Um calo, uma casca Uma cápsula protetora Ai, Eu quero chegar antes Pra sinalizar O estar de cada coisa Filtrar seus graus Eu ando pelo mundo Divertindo gente Chorando ao telefone E vendo doer a fome Nos meninos que têm fome