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Lygia Fagundes Telles - o desafio continua

Lygia Fagundes Telles morreu no domingo em sua casa em São Paulo, aos 98 anos. Lygia foi a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 1985, tornou-se imortal da Academia Brasileira de Letras e, em 2005, recebeu, pelo conjunto de suas obras, a consagração máxima para um autor da Língua Portuguesa, o Prêmio Camões. Eu sou uma jogadora. Meu pai era um jogador. Ele jogava com as fichas, eu jogo com as palavras. Eu acho que nós temos de arriscar, o tempo todo, até a morte. Então, arrisco e acho válido. É uma forma de transpor o círculo de giz, a fronteira. Isto, para o escritor, é sempre uma esperança. — Lygia Fagundes Telles [1] Lygia Fagundes Telles em capa da Revista "Cadernos de Literatura Brasileira" Manifesto dos Intelectuais - 1977 Durante a ditadura militar, Lygia Fagundes Telles, junto a outros colegas, liderou a elaboração de um abaixo-assinado de mais de mil signatários contra a censura. Trata

Parte IV: Visconde de Taunay, um escritor feminista!

Também se destacam as seguintes obras de Taunay: Ouro Sobre Azul (1875), Manuscritos de uma Mulher (1873), O Encilhamento: Cenas contemporâneas da Bolsa do Rio de Janeiro em 1890,1891 e 1892 (1893).

Ouro sobre Azul é um romance ambientado no Rio de Janeiro e dirigido ao grande público. A expressão Mas isso é ouro sobre azul significa mas isso é excelente, ótimo, melhor impossível”. Descobri lendo o livro, depois ouvi um colega português usando-a no meu trabalho. Imagino que fosse uma expressão comum na época. O interessante é que uma das personagens principais é uma viúva independente (a única forma de uma mulher ser independente na época!) e ela se dá muito bem em toda história. Subentende-se uma admiração do autor pela figura da mulher independente.

Eu me orgulho de ter a primeira edição do livro Manuscritos de uma Mulher. Ainda não li, pretendo ler este ano e postar no blog. Mas os primeiros dois parágrafos do livro já dizem muito:

Hoje estou casada e irremediavelmente infeliz escrevo estas páginas. Cerro os olhos ao futuro e volvo-os para o passado a fim de me esquecer do presente.

Para mim não pode haver mais alegrias, esperanças, nem sonhos. Uma só palavra resume a minha imensa desgraça – casada – casada com um ente que por acaso encontrei e com quem a sina me ligou; casada e não com o homem para quem Deus me havia destinado.

O Encilhamento, também está na meta de leitura para 2015. Visconde de Taunay foi um investidor na Bolsa do Rio de Janeiro e ele vivenciou a maior crise financeira de sua época, a chamada Crise do Encilhamento.

O termo encilhamento vem do hipismo e remete ao ato de arrear os cavalo antes da corrida, alusão ao comportamento histérico dos investidores durante a explosão da bolha financeira.

A Crise do Encilhamento possivelmente contribuiu para a queda da Monarquia no Brasil. Ou seja, ela foi um golpe duplo para o Visconde de Taunay, que além das perdas financeiras, se afastou da política para sempre por ser um monarquista convicto.

Para quem deseja saber mais sobre o autor, recomenda-se o livro O Visconde de Taunay e os fios da Memória da professora da UNESP Maria Lídia L. Maretti. E sigam as postagens do blog 500livros!

Autor: Isotilia Melo do blog 500 LIVROS

Este é o quarto de um projeto de quatro posts para tratar um pouco das principais obras de Visconde de Taunay. O Primeiro post foi postado no Blog 500 Livros. Confira as postagens anteriore em:

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