Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2015

A Escravidão Branca no Brasil

Escravizar significa “reduzir a condição de escravo; subjugar, sujeitar.”. É importante ressaltar dois pontos nesta definição: 1. As palavras “escravo” e “slave” (em inglês) têm o mesmo significado e a mesma origem. Ambas vieram de “eslavo”, povo europeu branco de olhos claros, que foi escravizado várias vezes. Ou seja, a escravidão não é restrita a uma única etnia ou cor de pele; 2. A definição de “escravizar” é envolver “subjugar” e “sujeitar”, mas não necessariamente envolve só violência física. As maneiras para reduzir alguém à condição de escravo podem ser muitas e envolver uma combinação de fatores (psicológico, financeiro, social, etc.). Gostamos de nos iludir pensando que escravidão é apenas um fato histórico. Mas ela continua forte até hoje. Talvez até mais forte que no passado. Para ver a face escravidão moderna em vários lugares do globo, assistam a palestra tocante da fotógrafa Lisa Kristine. Jovens Polacas – A Escravidão Branca no Brasil Para descobrir outr

O Nosso Livro (Florbela Espanca)

Livro do meu amor, do teu amor, Livro do nosso amor, do nosso peito... Abre-lhe as folhas devagar, com jeito, Como se fossem pétalas de flor. Olha que eu outro já não sei compor Mais santamente triste, mais perfeito Não esfolhes os lírios com que é feito Que outros não tenho em meu jardim de dor! Livro de mais ninguém! Só meu! Só teu! Num sorriso tu dizes e digo eu: Versos só nossos mas que lindos sois! Ah, meu Amor! Mas quanta, quanta gente Dirá, fechando o livro docemente: "Versos só nossos, só de nós os dois!..." Florbela Espanca (1894 — 1930) foi uma grande poetisa portuguesa. Ao longo de seus breves 36 anos de vida, escreveu poesia, contos, um diário e epístolas; traduziu vários romances e colaborou em revistas e jornais. Poetisa portuguesa Florbela Espanca por Botelho . Leia outros poemas de Florbela Espanca ... Fanatismo Livros de Florbela Espanca

Suave Mari Magno (Machado de Assis)

Baleia in Nelson Pereira dos Santos’ Vidas Secas (1963). Lembra-me que, em certo dia, Na rua, ao sol de verão, Envenenado morria Um pobre cão. Arfava, espumava e ria, De um riso espúrio e bufão, Ventre e pernas sacudia Na convulsão. Nenhum, nenhum curioso Passava, sem se deter, Silencioso, Junto ao cão que ia morrer, Como se lhe desse gozo Ver padecer. Poema extraído de Ocidentais de Machado de Assis, obra disponível para download em Domínio Público(Ocidentais) . Veja também outros poemas de Machado de Assis ... Soneto Vai-te A Carolina ERRO

A medida do abismo (Vinicius de Moraes)

Não é o grito A medida do abismo? Por isso eu grito Sempre que cismo Sobre tua vida Tão louca e errada... - Que grito inútil! - Que imenso nada! Veja também outros poemas de Vinicius de Moraes ...  A hora íntima  Dialética Soneto da Fidelidade  Aquarela Soneto da Hora Final

Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz Rachel de Queiroz (1910 — 2003) foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras em 1977 e também a primeira mulher a receber o Prêmio Camões em 1993. Destacou-se na ficção social nordestina e uma de suas principais temáticas foi a posição da mulher na sociedade. Aos vinte anos, publica o seu primeiro livro O Quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. O Quinze chamou a atenção da crítica e do público projetando Rachel de Queiroz na literatura nacional. Graciliano Ramos, após ler O quinze em 1933, confessou mais tarde: “Durante muito tempo ficou-me a ideia idiota de que ela era homem, tão forte estava em mim o preconceito que excluía as mulheres da literatura.”  Vinculada brevemente ao Partido Comunista, Rachel rompeu sua filiação quando a direção do Partido não aprovou os originais de seu segundo livro, João Miguel. Eles exigiam que ela reescrevesse a história com alterações do tipo &q

Esquadros (Adriana Calcanhoto)

Eu ando pelo mundo Prestando atenção em cores Que eu não sei o nome Cores de Almodóvar Cores de Frida Kahlo Cores! Passeio pelo escuro Eu presto muita atenção No que meu irmão ouve E como uma segunda pele Um calo, uma casca Uma cápsula protetora Ai, Eu quero chegar antes Pra sinalizar O estar de cada coisa Filtrar seus graus Eu ando pelo mundo Divertindo gente Chorando ao telefone E vendo doer a fome Nos meninos que têm fome

LEMBRANÇA DE MORRER (Álvares de Azevedo)

Álvares de Azevedo por Nilo No more! O never more! SHELLEY Quando em meu peito rebentar-se a fibra, Que o espírito enlaça à dor vivente, Não derramem por mim nem uma lágrima Em pálpebra demente. E nem desfolhem na matéria impura A flor do vale que adormece ao vento: Não quero que uma nota de alegria Se cale por meu triste passamento. Eu deixo a vida como deixa o tédio Do deserto o poento caminheiro... Como as horas de um longo pesadelo Que se desfaz ao dobre de um sineiro... Como o desterro de minh’alma errante, Onde fogo insensato a consumia, Só levo uma saudade — é desses tempos Que amorosa ilusão embelecia.

Resíduo (Drummond)

Fotografia: Carlos Drummond e sua filha Maria Julieta de Andrade. De tudo ficou um pouco Do meu medo. Do teu asco. Dos gritos gagos. Da rosa ficou um pouco. Ficou um pouco de luz captada no chapéu. Nos olhos do rufião de ternura ficou um pouco (muito pouco). Pouco ficou deste pó de que teu branco sapato se cobriu. Ficaram poucas roupas, poucos véus rotos pouco, pouco, muito pouco. Mas de tudo fica um pouco. Da ponte bombardeada, de duas folhas de grama, do maço ― vazio ― de cigarros, ficou um pouco. Pois de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha. De teu áspero silêncio um pouco ficou, um pouco nos muros zangados, nas folhas, mudas, que sobem. Ficou um pouco de tudo no pires de porcelana, dragão partido, flor branca, ficou um pouco de ruga na vossa testa, retrato. Se de tudo fica um pouco, mas por que não ficaria um pouco de mim? no trem que leva ao norte, no barco, nos anúncios de jornal, um pouco de mim em Londres, um pouco de mim algures? na

Alma minha gentil, que te partiste (Luís Vaz de Camões)

 Ilustração de Danuta Wojciechowska. "Nomes com História: Luís de Camões" Alma minha gentil, que te partiste tão cedo desta vida descontente, repousa lá no Céu eternamente, e viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, memória desta vida se consente, não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste. E se vires que pode merecer te algüa causa a dor que me ficou da mágoa, sem remédio, de perder te, roga a Deus, que teus anos encurtou, que tão cedo de cá me leve a ver te, quão cedo de meus olhos te levou. Poema retirado de SONETOS de Luís de Camões. Obra disponível para download em Domínio Público (SONETOS) . Leia também ... Busque amor novas artes, novo engenho para mater-me Quem diz que amor é falso Sete anos de pastor Jacob servia

COMPARAÇÃO (Euclides da Cunha)

Estrelas são mundos "Eu sou fraca e pequena..." Tu me disseste um dia. E em teu lábio sorria Uma dor tão serena, Que em mim se refletia Amargamente amena, A encantadora pena Quem em teus olhos fulgia. Mas esta mágoa, o tê-la É um engano profundo. Faze por esquecê-la: Dos céus azuis ao fundo É bem pequena a estrela... E no entretanto _ é um mundo! Poema extraído de Ondas e Outros Poemas Esparsos, de Euclides da Cunha. Obra disponível para download em Domínio Público EC . Veja também outros poemas de Euclides da Cunha ... Página vazia Há nos teus olhos escuros

Mascarados (Cora Coralina)

Saiu o Semeador a semear Semeou o dia todo e a noite o apanhou ainda com as mãos cheias de sementes. Ele semeava tranqüilo sem pensar na colheita porque muito tinha colhido do que outros semearam. Jovem, seja você esse semeador Semeia com otimismo Semeia com idealismo as sementes vivas da Paz e da Justiça. Cora Coralina por Lézio Júnior Leia Também ... Conclusões de Aninha de Cora Coralina Cora Coralina -JornalMulier

Sinto que o mês presente me assassina

Foto: Cia. de Bolso Sinto que o mês presente me assassina, As aves atuais nasceram mudas E o tempo na verdade tem domínio sobre homens nus ao sul das luas curvas. Sinto que o mês presente me assassina, Corro despido atrás de um cristo preso, Cavalheiro gentil que me abomina E atrai-me ao despudor da luz esquerda Ao beco de agonia onde me espreita A morte espacial que me ilumina. Sinto que o mês presente me assassina

A ponto de partir (Ana Cristina Cesar)

A ponto de partir, já sei que nossos olhos sorriam para sempre na distância. Parece pouco? Chão de sal grosso, e ouro que se racha. A ponto de partir, já sei que nossos olhos sorriem na distância. Lentes escuríssimas sob os pilotis. Leia outros poemas de Ana Cristina Cesar   Tu Queres Sono: Despe-te dos Ruídos ​ ​ ​Contagem regressiva

Vita nuova (Olavo Bilac)

The Kiss, por Gustav Klimt, 1907-1908 Se ao mesmo gozo antigo me convidas, Com esses mesmos olhos abrasados, Mata a recordação das horas idas, Das horas que vivemos apartados! Não me fales das lágrimas perdidas, Não me fales dos beijos dissipados! Há numa vida humana cem mil vidas, Cabem num coração cem mil pecados!

Das utopias

Se as coisas são inatingíveis...ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora A mágica presença das estrelas (Mário Quintana) Poema extraído do livro Espelho Mágico  de Mário Quintana, publicado em 1951. Capa do livro Espelho Mágico  Leia outros poemas de Mário Quintana .. Eu ouço a música O pobre Poema Se eu fosse um padre O silêncio

Congresso Internacional do Medo (Drummond)

Pintura de Ljuba Adanja 2002 Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que estereliza os abraços, não cantaremos o ódio, porque este não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte. Depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas. Veja também outros poemas de Drummond ... Consolo na praia Sentimento do mundo Resíduo O ano passado ​ Quadrilha ​

DESAFIO : Mulheres na Academia Brasileira de Letras

A Academia Brasileira de Letras (ABL) é a instituição cultural máxima para a divulgação da língua e da cultura brasileira. Ela foi fundada em 1897 por iniciativa de homens geniais, como o escritor Machado de Assis . Infelizmente até hoje, mesmo num país cuja maioria da população é feminina, cujas mulheres têm mais educação formal que os homens e são leitoras mais vorazes, a ABL continua um privilégio quase exclusivamente masculino. A ABL é constituída por 40 membros, chamados imortais, e 10 correspondentes estrangeiros. Ao todo, 288 intelectuais já foram consagrados como imortais, desses apenas 8 eram mulheres, ou seja, cerca de 3% dos membros, num país em que elas são 51,3% da população. Essas escritoras são: 1. Ana Maria Machado ; 2. Dinah Silveira de Queiroz ; 3. Nélida Piñon ; 4. Rachel de Queiroz (apesar do mesmo sobrenome não é parente da Dinah); 5. Zélia Gattai ; 6. Lygia Fagundes Telles ; 7. Rosiska Darcy de Olive

“— Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu.”

O Ateneu é o romance mais conhecido do escritor Raul Pompeia (1863-1895). É uma prosa poética, contada em primeira pessoa pelo personagem Sérgio, sobre sua a traumática formação dentro de um internato privado no Rio de Janeiro (o Ateneu).A sociedade da época reprimia afetividade e ternura dos homens (não tão distante dos dias atuais) de forma que as relações entre homens e mulheres e mesmo as relações entre homens era bastante prejudicada. Se de algum modo o homem vivenciar ternura por outro homem, o mesmo será então tachado de homossexual, ''mariquinhas''. O que, na época, era uma grande desonra pública. Em o Ateneu, Sérgio descreve o amigo Egbert com bastante afetividade, de uma maneira fraternal. Como ilustrado no seguinte trecho do livro: Egbert merecia-me ternuras de irmão mais velho. Tinha o rosto irregular, parecia-me formoso. De origem inglesa, tinha os cabelos castanhos entremeados de louro, uma alteração exótica na pronúncia, olhos azuis de estrias cinze

Parte IV: Visconde de Taunay, um escritor feminista!

Também se destacam as seguintes obras de Taunay: Ouro Sobre Azul (1875), Manuscritos de uma Mulher (1873), O Encilhamento: Cenas contemporâneas da Bolsa do Rio de Janeiro em 1890,1891 e 1892 (1893). Ouro sobre Azul é um romance ambientado no Rio de Janeiro e dirigido ao grande público. A expressão Mas isso é ouro sobre azul significa mas isso é excelente, ótimo, melhor impossível ”. Descobri lendo o livro, depois ouvi um colega português usando-a no meu trabalho. Imagino que fosse uma expressão comum na época. O interessante é que uma das personagens principais é uma viúva independente (a única forma de uma mulher ser independente na época!) e ela se dá muito bem em toda história. Subentende-se uma admiração do autor pela figura da mulher independente. Eu me orgulho de ter a primeira edição do livro Manuscritos de uma Mulher . Ainda não li, pretendo ler este ano e postar no blog. Mas os primeiros dois parágrafos do livro já dizem muito: Hoje estou casada e irremediave

Que este amor não me cegue nem me siga

Retrato de Hilda Hilst feito por Fernado Lemos Que este amor não me cegue nem me siga. E de mim mesma nunca se aperceba. Que me exclua do estar sendo perseguida E do tormento De só por ele me saber estar sendo. Que o olhar não se perca nas tulipas Pois formas tão perfeitas de beleza Vêm do fulgor das trevas. E o meu Senhor habita o rutilante escuro De um suposto de heras em alto mu

Poema Preto (Tomaz Amorim Izabel)

I Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Guiné-Bissau! As tristezas, as misérias, o horror ainda não indenizados, perpetrados por malditos reis, brancos, pretos, pardos. Sequestrados de língua, história, paisagem, fé, poemas, vizinhos, idades, santos, deuses, entidades - povos roubados em seus séculos de digno viver e majestade. Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Guiné-Bissau!

Parte II: Visconde de Taunay, um escritor feminista!

 Uma das capas do romance que teve mais de 60 edições até nossos dias. Inocência, principal obra de Visconde de Taunay, é um romance que se passa no interior do Mato Grosso do Sul, possivelmente onde hoje existe uma cidade homônima . O protagonista é o jovem Cirino, que se passa por farmacêutico (ele tem um livro de farmacologia para basear suas receitas!) e sai pelo sertão tratando todo tipo de doentes. Até que ele chega à fazenda de Pereira, um velho sertanejo, que só tem uma filha, chamada Inocência. Seguindo a tradição, que é duramente criticada por Taunay, Inocência não sabe ler, nem escrever. Ela fica o dia todo trancada dentro de um cômodo, para ficar isolada de qualquer contato com homens estranhos até seu noivo prometido, Manecão, volte. 

❝É menina❞

❝ É menina ❞ é texto do Livro Put some farofa de Gregório Duvivier. Trata-se de uma crônica sobre coisas que meninas tem que ouvir por serem meninas. Gregório Duvivier  ganhou muito destaque na mídia devido aos seus trabalhos no canal do YouTube chamado Porta do Fundos e por usas crônicas publicadas na Folha de São Paulo. Porém além de ator, roteirista e comediante, é também cronista e poeta. Na opinião de Luiz Fernando Veríssimo: ❝ Nem todo bom humorista é um bom cômico, nem todo bom comediante é um bom ator e nem todo bom roteirista é um bom cronista. O Gregorio Duvivier é tudo isso ao mesmo tempo e vice-versa. É econômico: você paga por um Duvivier e leva seis. ❞ - Luis Fernando Verissimo Ouça a crônica ❝ É menina ❞ na voz de Gregório Duvivier, (ouça com a mente aberta!)

Hilda Hilst - Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé

Hilda Hilst foi uma escritora nascida em Jaú, interior de São Paulo. Ela foi uma artista com qualidades excepcionais em todos os gêneros literários que se propôs: poesia, teatro e ficção. Muitas de suas poesias foram musicadas por cantores nacionalmente conhecidos, como Zeca Baleiro, Zélia Ducan e Almeida Prado (seu primo). Entre seus trabalhos, destaca-se o álbum "Ode Descontínua para Flauta e Oboé - de Ariana para Dionísio", cantado por vários artistas. Seguem os versos das Canções I e II: I É bom que seja assim, Dionisio, que não venhas. Voz e vento apenas Das coisas do lá fora E sozinha supor Que se estivesses dentro Essa voz importante e esse vento Das ramagens de fora Eu jamais ouviria. Atento Meu ouvido escutaria O sumo do teu canto. Que não venhas, Dionísio. Porque é melhor sonhar tua rudeza E sorver reconquista a cada noite Pensando: amanhã sim, virá. E o tempo de amanhã será riqueza: A cada noite, eu Ariana, preparando Aroma e corpo. E o vers

Suíte do pescador (Dorival Caymmi)

Minha jangada vai sair pro mar Vou trabalhar, meu bem querer Se Deus quiser quando eu voltar do mar Um peixe bom eu vou trazer Meus companheiros também vão voltar E a Deus do céu vamos agradecer Adeus, amor, por favor não se esqueça de mim. vou rezar prá ter bom tempo, meu nêgo, prá não ter tempo ruim. vou fazer sua caminha macia, perfumada de alecrim. ​ Ouça também ...  ♪ ♫ ♩ ♫   ♬ ♪ ♫ ​Veja bem meu bem​ Outra vez Falando de amor ​Metade

AULA DE PORTUGUÊS (DRUMMOND)

Drummond A linguagem na ponta da língua, tão fácil de falar e de entender. A linguagem na superfície estrelada de letras, sabe lá o que ela quer dizer?