29 de abr de 2015

Que este amor não me cegue nem me siga

Poetisa Hilda Hilst, Literatura Brasileira
Hilda Hilst
Que este amor não me cegue nem me siga.
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua do estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.

Poema Preto (Tomaz Amorim Izabel)

pixabay




I

Ó mar salgado, quanto do teu sal
são lágrimas de Guiné-Bissau!

As tristezas, as misérias, o horror
ainda não indenizados,
perpetrados por malditos reis,
brancos, pretos, pardos.
Sequestrados de língua, história, paisagem,
fé, poemas, vizinhos, idades,
santos, deuses, entidades -
povos roubados em seus séculos de
digno viver e majestade.

Ó mar salgado, quanto do teu sal
são lágrimas de Guiné-Bissau!

27 de abr de 2015

Parte II: Visconde de Taunay, um escritor feminista!

 Uma das capas do romance que teve mais de 60 edições até nossos dias.
 Uma das capas do romance que teve mais de 60 edições até nossos dias.

Inocência, principal obra de Visconde de Taunay, é um romance que se passa no interior do Mato Grosso do Sul, possivelmente onde hoje existe uma cidade homônima.

O protagonista é o jovem Cirino, que se passa por farmacêutico (ele tem um livro de farmacologia para basear suas receitas!) e sai pelo sertão tratando todo tipo de doentes. Até que ele chega à fazenda de Pereira, um velho sertanejo, que só tem uma filha, chamada Inocência.

Seguindo a tradição, que é duramente criticada por Taunay, Inocência não sabe ler, nem escrever. Ela fica o dia todo trancada dentro de um cômodo, para ficar isolada de qualquer contato com homens estranhos até seu noivo prometido, Manecão, volte. 

24 de abr de 2015

❝É menina❞

É menina❞ é texto do Livro Put some farofa de Gregório Duvivier. Trata-se de uma crônica sobre coisas que meninas tem que ouvir por serem meninas.

Gregório Duvivier  ganhou muito destaque na mídia devido aos seus trabalhos no canal do YouTube chamado Porta do Fundos e por usas crônicas publicadas na Folha de São Paulo. Porém além de ator, roteirista e comediante, é também cronista e poeta.

Na opinião de Luiz Fernando Veríssimo:
Nem todo bom humorista é um bom cômico, nem todo bom comediante é um bom ator e nem todo bom roteirista é um bom cronista. O Gregorio Duvivier é tudo isso ao mesmo tempo e vice-versa. É econômico: você paga por um Duvivier e leva seis.
- Luis Fernando Verissimo

Ouça a crônica É menina na voz de Gregório Duvivier, (ouça com a mente aberta!)